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Compressão do Nervo Ulnar

Antes de falarmos especificamente sobre compressão de nervo ulnar, é importante entendermos o que é o nervo ulnar em si.

Definição

O nervo ulnar é responsável pela sensibilidade do dedo mínimo e de parte do dedo anelar, além de fornecer a condução de impulsos nervosos para diversos pequenos músculos das mãos, que são muito importantes no controle de movimentos das mãos e dedos.

O nervo ulnar tem seu ponto de maior vulnerabilidade no cotovelo, onde é superficial, relativamente fixo e cruza uma articulação.

Ele é mais conhecido do que se imagina. O nervo ulnar é aquele que fica localizado na ponta do cotovelo e que, quando batemos o mesmo em alguma superfície rígida, dá o famoso ‘choquinho’, em que o braço fica formigando.

Causas da Compressão

Na maior parte dos casos não existe uma causa específica para a compressão, mas pode haver associação com o uso repetitivo do cotovelo, luxação, artrite, fratura ou pequenos traumas repetitivos na região.

Doenças sistêmicas como o alcoolismo crônico, o diabetes, a insuficiência renal e a má nutrição podem predispor o paciente a uma neuropatia compressiva. O efeito cumulativo desses fatores pode provocar isquemia e inflamação na região, que resulta em disfunção do nervo.

Pontos de compressão do nervo ulnar na região do cotovelo

Existem cinco possíveis pontos de compressão do nervo ulnar na região do cotovelo. Os de maior risco são onde o nervo passa no sulco epicondilar, por trás do epicôndilo medial do úmero e no ponto em que penetra no túnel cubital, sob a membrana que une os dois ventres do músculo flexor ulnar do carpo.

Sintomas

Os pacientes costumam reclamar de alteração de sensibilidade (dormência ou formigamento) nos dois lados dos dedos mínimo e anular e na metade da palma e do dorso da mão abaixo destes dedos, que pode ser constante ou não.

Podem sentir também fraqueza e dolorimento na mão e na região do cotovelo.

Como a compressão do nervo aumenta quando se dobra o cotovelo, é normal o paciente sentir dormência e formigamento ao dirigir ou falar ao telefone.

A perda sensitiva objetiva só ocorre tardiamente, com a progressão da doença.

A dor e o formigamento que se irradiam distalmente pelo nervo após ser percutido, podem auxiliar na localização do ponto da compressão.

O paciente percebe, com frequência, que sua mão está fraca, pois deixa cair objetos e não consegue fazer coisas simples, como abrir tampas com rosca.

Nos casos mais graves são evidentes as atrofias musculares, que afetam a região hipotenar (musculatura medial na palma da mão, abaixo da base do dedo mínimo) e principalmente no primeiro músculo interósseo dorsal (músculo entre as bases dos dedos polegar e indicador, no dorso da mão).

Diagnóstico

Um exame físico pode estabelecer o diagnóstico.

Raio-X, ultrassom e ressonância magnética são importantes exames laboratoriais, que podem demonstrar anomalias esqueléticas e evidências da compressão.

A eletroneuromiografia pode confirmar o diagnóstico e, nos casos mais avançados, demonstrar sinais de desnervação muscular.

Tratamento

Os pacientes que apresentam sintomas mais leves, podem fazer um tratamento mais conservador, evitando atividades que agravem os sintomas, como ficar apoiando os cotovelos.

Fazer exercícios para fortalecer os ligamentos e tendões na região também são importantes, assim como o eventual uso de antiinflamatórios.

Casos mais graves deverão ser tratados com cirurgia, como a descompressão simples, que mantem o nervo ulnar na sua posição original.

 

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